A relação entre pílula anticoncepcional e trombose

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06 julho 2017

A relação entre pílula anticoncepcional e trombose


Por Lais Vieira

Mesmo com tantos benefícios em sua fórmula, um dos malefícios da pílula é a pequena porcentagem do risco de trombose, fato que, ultimamente, tem causado pânico em muitas mulheres. “Ela [a pílula] existe desde 1960 e o índice de trombose é praticamente o mesmo desde que foi inventado. O que está acontecendo é que os casos que estão acontecendo de trombose, apesar de ser um evento raro, hoje, são muito mais divulgados”, diz Gisele. 

A ginecologista e obstetra Mariane Bárbara Ribeiro Borges, diz que o risco de trombose aumenta em mulheres que têm fatores de risco, como doenças vasculares, histórico familiar de evento tromboembólico, varizes, fragilidade vascular, pressão alta, entre outros. 

Para as mulheres que não apresentam nenhum desses fatores, a ginecologista explica que há uma chance discreta de desenvolverem trombose. “A chance é muito maior na gravidez e no pós-parto do que usando pílula. Quando a mulher usa [pílula] anticoncepcional, ela tem a chance 1,5 vez maior de ter trombose do que se não usar. Gestante tem 30 vezes mais chances de ter trombose do que se não tiver gestante. E, no puerpério, que é o pós-parto, tem 40 vezes mais chance de ter um evento tromboembólico do que em qualquer outra fase da vida. Então, estando gestante ou puérpera, tem muito mais chance e risco de ter um evento tromboembólico do que só usando o anticoncepcional”, explica Mariane. 

Além disso, Gisele também recomenda que mulheres que estão adaptadas à pílula não suspendam e retomem o uso dela para “descansar” o organismo, já que, a cada vez que o método é reiniciado, ele reinicia os riscos de trombose. É preciso ressaltar, porém, que a pílula não é a grande vilã dos métodos contraceptivos, segundo a médica. “É importante conscientizar a população que a pílula não é tão maléfica assim. Colocando em uma balança, vale muito mais a pena usar do que não usar”, esclarece. 


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