Editorial: Boas-vindas

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05 junho 2017

Editorial: Boas-vindas

Ilustração: Rafael Gomes

Mulher-mãe, mulher-não-mãe, avó-tia-irmã que é um pouco mãe, pai que é mãe ou tantas mães que são pais. Afinal, de quantas formas é possível enxergar e viver a a maternidade e tudo que a envolve? A revista Amaterna enfatiza no próprio nome a intenção de mostrar tanto a mulher que é mãe (a materna), quanto aquela que não o é (amaterna) de forma sincera, a fim de provocar alguma reflexão no leitor sobre determinadas questões.  A trilha principal do caminho é tratar a temática a partir da complexidade que ela tem por meio das histórias de mulheres, homens e a relação – de aceitação ou negação – de todos com a maternidade. Como a vida, são narrativas cheias de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, convicções e incertezas.

Para dar boas-vindas, a primeira edição da Amaterna resolveu logo de cara mostrar que o idealizado “desejo de ser mãe” não existe para muitas mulheres, que, quando se deparam com uma gravidez inesperada, acabam optando pelo aborto. Você irá conhecer três delas e também o que se tem hoje de discussão sobre isso no Brasil. Em contrapartida, nós conhecemos mulheres que planejaram a vinda de um filho, se realizaram com essa decisão e relatam todos os nuances de emoções que a maternidade proporciona. E o que você sabe sobre amamentação e todas as implicações que esse ato tem para a mãe? Conversamos com mulheres que enfrentaram obstáculos ao amamentar e com profissionais da saúde para entender mais a respeito disso. O início da Amaterna também levanta questões como a licença-paternidade e de que forma isso reflete o entendimento da sociedade a respeito dos “papéis” do pai e da mãe; como é a maternidade após os 40 e mais algumas reflexões sobre certas situações dentro do universo amaterno.

Após uma gestação de praticamente nove meses, a Amaterna finalmente nasceu e é uma "filha" gerada para experimentar. Entre tantas ideias, vislumbramos que essa iniciativa seja mais um acerto na desconstrução de uma maternidade idealizada, tentando desnudá-la de preconceitos e deixá-la livre de amarras, regras e machismo. Nós, Amaternas, acreditamos que cada história é única e resultado de diferentes processos e vivências e é isso que queremos apresentar ao público. Boa leitura!


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