Editorial: Um convite à reflexão

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06 julho 2017

Editorial: Um convite à reflexão

Ilustração: Rafael Gomes

Quando se discute a atual situação da adoção no Brasil, sempre há dois lados: aqueles que criticam a burocracia do processo; e os que defendem que o maior problema são as especificidades do perfil de criança ou adolescente que os candidatos a pais colocam.

Segundo o balanço do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), no Brasil, existem 47 mil crianças e adolescentes em abrigos, mas, desses, apenas 7.300 estão aptos judicialmente para serem adotados. Em contrapartida, 33 mil pessoas estão habilitadas a adotar.

Na matéria de capa desta edição, mostraremos o porquê de essa conta não fechar. Além de conversarmos com quem trabalha com o processo de adoção, mostramos duas famílias, formadas, respectivamente, por duas mães e dois pais, que conseguiram adotar sem esperar muito tempo. Você irá descobrir como isso aconteceu e como é a realidade delas.

O assunto também é pautado em outras reportagens. Uma questão que levanta discussões é o fato de pessoas que adotam sozinhas. Quando é um homem, o preconceito fica ainda mais evidenciado. Essa história é contada por meio um contraponto para mostrar um dos desafios enfrentados por mães e pais solo: a criação dos filhos sem companheiros.  A adoção também é assunto em uma reportagem sobre infertilidade. Será que os casais que têm dificuldade para engravidar pensam em adotar?

Como o “desejo de ser mãe” não é unânime, mostramos quais são os métodos contraceptivos existentes para ajudar a manter a amaternidade.  Nesta edição, também são abordadas as complexidades que envolvem o processo de dar à luz, desde a escolha da mulher sobre o tipo de parto até a violência obstétrica que muitas sofrem. Além de procurar entender o que pode acontecer depois, com relatos de quem sofreu depressão pós-parto. A Amaterna levanta, ainda, a questão do emprego: Você sabia que muitas empresas, no momento de contratar, ainda dão preferência para quem não é mãe ou não está "na idade de engravidar"?

A equipe da Amaterna se preocupa em tratar temas delicados de forma responsável e sensível, mas sem medo de abordá-los e é isso que você encontra na Edição #2. Convidamos todos para lerem e refletirem.

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